· D. Dinis nasceu em Lisboa a 9 de outubro de 1261 e morreu em Santarém a 7 de janeiro de 1325. Foi rei de Portugal e dos Algarves até à data da sua morte. Ficou na História conhecido pelo cognome de "o Lavrador” ou “O Rei Trovador”. Era o filho mais velho do rei D. Afonso III de Portugal e sua segunda esposa D. Beatriz de Castela. Casou com D. Isabel de Aragão, que ficaria conhecida como Rainha Santa.
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Jan 02 |
Maior Martins, abadessa do Mosteiro de Arouca, faz doação a Rodrigo Afonso e Pedro Afonso de uns casais em Espinho Cedrim e Sanguinhedo no termo de Sever |
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Jan 14 |
· outorga carta de foral a Refojos de Basto, couto do Mosteiro de São Miguel de Refojos. |
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Jan 27 |
· confirma os estatutos da Universidade de Coimbra |
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Jan 29 |
· faz mercê a Lourenço Martins "da aureu", clérigo e uchão do infante D. Afonso, permitindo-lhe que emprazasse à ordem de Alcobaça todos os bens que possuía em Muge e seu termo, até à data desta carta e com todos os melhoramentos e benfeitorias que, de futuro neles fizesse |
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Fev 03 |
· obtém uma sentença favorável, no pleito movido contra D. Joana Dias, senhora de Atouguia, sobre o senhorio da dita vila |
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Fev 04 |
Os padroeiros leigos fazem doação ao bispo do Porto do padroado da igreja de São Miguel de Veiro diocese do Porto |
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Fev 04 |
Pedro Nunes, abade Alcobaça outorga carta de foral a Santa Catarina |
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Fev 06 |
· outorga carta de foral a Muge |
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Mar 03 |
Frei Lourenço Afonso, mestre da Ordem de Avis, e seu convento recebem por seu familiar João Barão, com a condição de os seus bens de raiz ficarem por sua morte para a Ordem a troco de certa ração diária e outras cláusulas |
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Mar 09 |
· outorga carta de feira mensal a Freixo de Espada à Cinta, devendo realizar se ao oitavo dia de cada mês. |
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Mar 20 |
· faz doação a Pedro Afonso, seu filho natural, de todos os bens que possuía em Sintra e seu termo que tinham sido de Pedro Fernandes |
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Mar 29 |
· ordena que se apresente na corte Pero Afonso para servir de árbitro numa demanda entre o rei, representado pelo seu procurador Domingos Peres, sobre a posse de um casal foreiro em Fuste |
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Abr 17 |
· manda à Ordem do Templo que recebesse as dízimas da Lezíria dos Freires |
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Abr 20 |
· toma posse das lezírias de Pedro Escacho e sua mulher, termo de Azambuja |
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Mai 01 |
Mestre Fernando, abade de Santiago de Vila Nova de Panoias, dá quitação a de todos os herdamentos que recebera da sua igreja para a povoação de Vila Real |
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Mai 08 |
· arremata metade de uma casa na vila de Atouguia |
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Mai 08 |
D. Maria Estevães, abadessa de Arouca, faz uma permuta com D. Martim Peres abade de Pombeiro dos bens da freguesia de São Pedro de Torrados por outros na Retorta julgado de Penafiel |
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Mai 13 |
D. Afonso, filho de , declara ter doado a D. Lourenço Afonso, da Ordem de Avis, o herdamento de Linhares e a Torre em termo de Monforte |
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Jun 10 |
Frei Lourenço Afonso, mestre da Ordem de Avis, e seu convento dão de emprazamento a Lourenço Peres, almoxarife e vizinho de Lisboa, um herdamento situado no termo de Benavente por 200 libras recebidas em dinheiro 100 libras em panos e 100 morabitinos |
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Jun 16 |
· institui uma feira anual no castelo de Lamego [de um mês comprido] |
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Jun 17 |
Aires Cabral, em representação do infante D. Afonso, filho de D. Afonso III, faz entrega à Ordem de Avis, representda por João Pires, de Linhares, da Torre e seu herdamento em termo de Monforte |
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Jun 17 |
Fernão Eanes, raçoeiro da Sé de Lisboa e ouvidor do bispo da mesma cidade, profere sentença no pleito entre Frei João, prior da igreja de Montargil e Domingos Portugal, rendeiro das jugadas de Montargil, relativo à posse dos dízimos do pão, vinho, linho e outras coisas |
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Jun 20 |
· faz doação da Igreja de Santiago de Vila de Panóias e seu padroado à Igreja de São Pedro de Abaças |
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Jul 02 |
· Sentença dada a respeito da contenda entre e os Mosteiros de Vieira e Fonte Arcada |
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Jul 17 |
· Sentença sobre a contenda entre o Concelho de Chaves e o povo de Montenegro |
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Ago 04 |
· reforma a lei de seu pai, D. Afonso III, sobre os direitos dos padroeiros. Fixa que (i) os ricos homens que tivessem de duas mil libras adiante só poderiam levar duas bestas por cada mil livras, se com ele fosse infanção poderia levar cinco bestas, se fosse cavaleiro, mas não infanção, três bestas; (ii) na comitiva não podiam ir as mulheres dos fidalgos e muito menos as mulheres de má vida – “non leue hy soldadeyras nen putas”; (iii) para o Jantar de um rico homem taxou se doze pães de dois dinheiros e seis para a ceia, para o infanção seis ao Jantar e três à ceia e para o cavaleiro quatro ao Jantar e dois à ceia; (iv) para as bestas do corpo do rico homem alqueire e meio de cevada, ao cavalo e às outras bestas um alqueire e aos cavalos dos infanções e cavaleiros alqueire e meio e às outras bestas um alqueire; (v) não deviam pousar nem comer nas castras ou nas câmaras dos mosteiros, nem das igrejas |
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Ago 12 |
Bula "Regnans in coelis triumphans" do papa Clemente V dirigida a lhe pedia que fosse com os prelados de Portugal ao concílio de Viena para se determinar o que se havia de fazer da Ordem do Templo e de seus bens por causa dos erros que tinham cometido os seus cavaleiros e comendadores |
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Ago 15 |
· institui uma feira quinzenal na vila de Prado |
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Ago 15 |
· concede privilégios a Alcoutim |
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Ago 18 |
O Mestre da Ordem do Templo tem o prazo de 9 meses para preparar a sua defesa na contenda com o rei sobre o senhorio das vilas e castelos de Idanha-a-Velha, Salvaterra do Extremo, Soure, Pombal, Ega e Redinha |
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Set 02 |
· compra a João Fernandes, copeiro da infanta D. Beatriz, e sua mulher Catarina Domingues os herdamentos, casais, quinta e olivais que tinham sido de Fernão Gomes de Alvarenga no termo de Santarém |
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Set 03 |
Estêvão Anes, alfaiate, vende a Martim Martins, cavaleiro vassalo do Rei, uma casa na Alcáçova em Lisboa |
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Set 06 |
obtém sentença favorável contra João Domingues prior da Abendada pela qual foi julgado que o dito Rei tinha direito às "vozes" e "coimas" da aldeia de Póvoa de João de Eiras |
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Set 28 |
D. Lourenço Afonso, mestre da Ordem de Avis, faz um acordo com Lourenço Eanes Mofaldo sobre o litígio que entre eles decorria, relativo a bens de raiz situados em Elvas e Badajoz e que haviam pertencido ao irmão do segundo litigante Fr Estêvão Mofaldo |
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Out 02 |
· manda ao almoxarife e ao escrivão de Alenquer que não demandassem quarto das duas vinhas no reguengo seu que doara ao Mosteiro de Odivelas |
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Out 15 |
· outorga a Carta da Confraria dos cavaleiros do Sabugal |
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Out 17 |
· faz doação à rainha D. Isabel da vila e castelo de Atouguia com a alcaidaria da dita vila |
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Nov 25 |
· faz doação a D. Lourenço Afonso, mestre da Ordem de Avis, da vila de Noudar e seu termo, com a obrigação de lá construirem um bom castelo e um alcácer forte |
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Dez 01 |
· manda invalidar em todo o Reino as escrituras de prelados portugueses da diocese de Tui que tenham sido feitas por obrigação do bispo de Tui pelo notário daquela cidade |
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Dez 12 |
· confirma os privilégios dos homens do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra [isentos os homens de Cadima e Arazede e de outros lugares do Mosteiro de serem obrigados a responder às demandas dos "eichãos das bestas" |
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Dez 12 |
· outorga carta de feira mensal a Vouzela. Documento posterior, indica que seria uma feira anual |
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Nomeação do primeiro Almirante Português conhecido, Nuno Fernando Cogominho até 1317 |
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Novas inquirições em Portugal, de novo no Minho, Trás-os-Montes e na Beira, novos protestos dos nobres. O rei, confia o exame dos resultados a uma junta de cinco membros, presidida pelo Arcebispo de Braga, o Cortesão Martim Pires de Oliveira, os resultados foram confirmados. Os nobres reclamaram de novo, é designado o Bispo Franciscano do Porto, Frei Estêvão Miguéis, que também aprova o resultado |
